Escreve o Julius Evola em seu Cavalgar o Tigre (p.18):
Com base na doutrina dos ciclos, pode ser que qualquer coisa de valor do ponto de vista de um homem de Tradição, seja no Oriente ou noutros locais, diz respeito a um legado residual que sobrevive, até certo ponto, não porque pertence a áreas que estão verdadeiramente intocadas pelo princípio do declínio, mas apenas porque este processo ainda se encontra numa fase inicial.Para tais civilizações é apenas uma questão de tempo até que se encontrem no mesmo ponto que nós, conhecendo os mesmos problemas e os mesmos fenómenos de dissolução sob o signo do "progresso" e da modernidade. O tempo pode até ser muito mais rápido no Oriente. Temos o exemplo da China, que em duas décadas percorreu todo o caminho desde uma civilização imperial, tradicional, até uma civilização materialista e ateísta de um regime comunista - uma viagem que os europeus levaram séculos para realizar.

