Algumas jovens dirão talvez que uma determinada forma de vestuário é mais cômoda e também mais higiênica; mas, se constitui para a saúde da alma um perigo grave e próximo, não é certamente higiênica para o espírito: tem-se o dever de renunciar. A salvação da alma fez heroínas mártires como Inês e Cecília, em meio aos tormentos e lacerações de seus corpos virginais: e não ireis vós, suas irmãs fé, no amor de Cristo, na estima pela virtude, encontrar no fundo de vossos corações a coragem e força para sacrificar um pouco do bem-estar - uma vantagem tisica, se vós preferis - para conservar segura e pura a vida de vossas almas?
E se, por um simples prazer próprio, não se tem o direito de colocar em perigo a saúde física dos outros, não é talvez ainda menos lícito comprometer a saúde, até a própria vida de suas almas? E, se como dizem algumas mulheres, uma moda ousada não deixa nelas impressão alguma, o que sabem elas da impressão que deixarão nos outros?
Quem lhes assegura que outros não tirarão disto um incentivo para o mal? Vós não conheceis bem a fragilidade humana, nem de que sangue de corrupção sangram as feridas deixadas na natureza humana pela culpa de Adão com a ignorância no intelecto, com a malícia na vontade, com a ânsia do prazer e a debilidade para o bem, árduo nas paixões dos sentidos a tal ponto que o homem, como cera amoldável ao mal, "vê o melhor e o aprova, mas ao pior se apega'', por causa daquele peso que sempre, como chumbo, arrasta-o para o fundo. Ó, quão verdade seria se algumas mães cristãs suspeitassem as tentações e quedas que causam aos outros com seus modelos de vestidos e familiaridades em seus comportamentos, que elas inconscientemente consideram de pouca importância: estariam chocadas pela responsabilidade que é sua!
"[...] porque nós somos dados em espetáculo ao mundo, aos anjos e aos
homens"
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*22ª Semana do Tempo Comum | Sábado*
Primeira Leitura (1Cor 4,6b-15)
Responsório Sl 144(145),17-18.19-20.21 (R. 18a)
Evangelho (Lc 6,1-5)
A maioria dos hom...

