De acordo o filósofo Sidney Silveira em seu Cosmogonia da Desordem (p.561):
Por definição, a arte é uma coisa difícil de fazer. Ou, noutra proposição: o que qualquer um faz sem dificuldades não pode ser considerado artístico sem um grande esforço de torção semântica, se levarmos em conta as grandes realizações estéticas do homem, desde o momento em que começou a expressar-se artística e filosoficamente até os dias atuais. Levado pela mão do demônio ao pináculo da beleza, para ser tentado, o homem pôs-se a contemplar o próprio umbigo e revelou-se incuravelmente míope, por não mais possuir as precondições espirituais necessárias à percepção da bondade que existe na beleza.A luz zenital da arte transformou-se em trevas, aos seus olhos.E onde os homens são negligentes ou distraídos na observação dos bens com que deparam, a cultura não pode senão transformar-se na mais competente difusora da corrupção do espírito.

