A ARANHANum ângulo do teto, ágil e astuta, a aranha,Sobre invisível tear tecendo a tênue teia,Arma o artístico ardil em que as moscas apanhaE, insidiosa e sutil, os insetos enleia.Faz do fluido que flui das entranhas a estranhaE fina trama ideal de seda que a rodeiaE, alargando o aranhol, os elos emaranhaDo alvo, disco nupcial, que a luz do sol prateia.Em flóculos de espuma urde, borda e desenhaO arabesco fatal, onde os palpos apoiaE tenaz, a caçar os insetos se empenha.Vive, mata e produz, nessa fana enfadonha;E, o fascinante olhar a arder como uma joia,Morre na própria teia, onde trabalha e sonha.- Da Costa e Silva
Quem semeia pouco, segará pouco...
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*São Lourenço, diácono e mártir - Festa | Segunda-feira*
Primeira Leitura (2Cor 9,6-10)
Responsório Sl 111(112),1-2.5-6.7-8.9 (R. 5a)
Evangelho (Jo 12,24-26...

