O MORCEGO
Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela igneo e escaldante molho.
"Vou mandar levantar outra parede..."
— Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!
Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh'alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!
A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!- Augusto dos Anjos
Duas pombinhas e a Economia Popular
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*Apresentação do Senhor | Festa | Segunda-feira*
Primeira Leitura (Ml 3,1-4)
Responsório Sl 23(24),7.8.9.10 (R. 10b)
Evangelho (Lc 2,22-40)
A lei veterotes...

