O MORCEGO
Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela igneo e escaldante molho.
"Vou mandar levantar outra parede..."
— Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!
Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh'alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!
A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!- Augusto dos Anjos
"[...] que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita"
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*11º Semana do Tempo Comum | Quarta-feira*
Primeira Leitura (2Rs 2,1.6-14)
Responsório Sl 30(31),20.21.24 (R. 25)
Evangelho (Mt 6,1-6.16-18)
1. Elias subiu...

