sexta-feira, 3 de julho de 2026

A Maldição dos Bragança

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De acordo com Laurentino Gomes¹:
Mas na real família de Bragança havia uma lendária maldição: todos os filhos primogênitos morreriam ainda na infância. Segundo a tradição, tratava-se de uma praga rogada contra o fundador da dinastia, o duque de Bragança, restaurador da independência portuguesa em 1640 com o título de D. João IV, após a longa união ibérica em que o trono foi ocupado por reis espanhóis.

Conta a lenda que certo dia um frade franciscano pediu uma esmola ao duque de Bragança que, de mau humor, em vez de dinheiro, deu-lhe um pontapé. Em represália, o frade lançou-lhe a maldição segundo a qual nenhum filho primogênito da real dinastia viveria o suficiente para herdar o trono do pai. De fato, foi exatamente o que aconteceu desde então em todas as gerações dos Bragança, sem exceção. No caso de D. Antônio, a tenebrosa profecia se cumpriu mais uma vez em 1º de junho de 1801, quando o príncipe herdeiro tinha apenas seis anos. Coube assim a D. Pedro, seu irmão mais novo, a tarefa de conduzir os destinos de Portugal e do Brasil em meio a um dos períodos mais turbulentos na história desses dois países.[...] a suposta maldição levaria também o príncipe João Carlos, filho mais velho de D. Pedro, em fevereiro de 1821. E continuaria a ceifar todos os primogênitos da família real nas gerações seguintes tanto no Brasil como em Portugal, até a chegada da República nesses dois países. A partir daí, os pequenos príncipes poderiam sobreviver porque já não tinham direito a coroa alguma.

¹1822, pág.63-64.
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Sommelier de anime, profeta do IApocalipse, missionário do chá e webteólogo. Pedalando entre ruínas.

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